86% das mães buscam informações sobre amamentação durante a gravidez

O mês de agosto foi intitulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como  “Agosto Dourado” por estimular ações para incentivar o aleitamento materno e  promover informações acerca da importância da amamentação. Segundo uma pesquisa realizada pela marca MAM Baby com 645 mães, 86% das mulheres entrevistadas buscaram por informações sobre a amamentação durante a gravidez, o que mostra uma relevância significativa do interesse e preocupação sobre o tema.

Ainda de acordo com a pesquisa, 20% delas não receberam qualquer apoio na hora de amamentar. Deste total, 87% gostariam de ter tido algum tipo de assistência. Dentre as 80% que disseram ter recebido algum apoio, na maioria das vezes, ele veio por meio dos médicos (41%), seguido por membros da família, como pai e mãe (40%), e por comunidades online de mães (34%). Em quarto lugar, ou seja, das 645 mães que responderam, apenas 200 disseram ter tido este suporte por parte dos parceiros.

Para a consultora em amamentação e sono infantil Dayse Melo, a busca por um profissional de saúde nesse momento de tantas incertezas e receios é fundamental. “A melhor forma de se preparar para a chegada do bebê é ouvindo de um profissional a realidade para a sua amamentação, conforme a sua saúde e as suas condições”, comenta.

O levantamento realizado pela MAM Baby mostrou ainda que entre as maiores dificuldades apontadas pelas mães na hora de amamentar estão: mamilos doloridos (41%); baixa produção de leite (26%); e bebê com dificuldade para sugar (25%).

Para facilitar esse momento, Dayse Melo orienta a mãe a se atentar para o posicionamento da cabeça do bebê e também a realizar uma prega com a mão, em forma da letra C, ao redor da aréola, levando o seu filho ao encontro do seu seio e mantendo sua sustentação. A utilização de uma almofada também ajuda muito nessa prática.

A profissional destaca, ainda, que é necessário à mãe ter consciência de que o leite é produzido na hora da amamentação. Portanto, a quantidade que o bebê está ingerindo vai depender do manejo adequado e do posicionamento da mãe e do filho.

Seis dicas douradas para ajudar as mamães

  • Como lidar com mamilos doloridos: primeiramente, evite pomadas oleosas. Procure um profissional e/ou local especializado em assistência de amamentação para auxiliar na melhor conduta para a redução do desconforto;
  • Aumento da produção de leite: requer um processo de ajuste entre mãe e filho. Uma pega bem feita garante a efetividade da cavidade oral de transferir o leite;
  • Refluxo durante a amamentação: é necessário ajustar a amamentação, observar e entender se há realmente refluxo ou se houve excesso e o bebê está bem alimentado e satisfeito. Caso seja uma condição recorrente, procure um pediatra ou especialista em gastropediatria;
  • Como lidar com infecções mamárias: faça drenagem do leite de maneira efetiva e associe à conduta medicamentosa sempre orientada pelo médico;
  • Retomada da amamentação após uma pausa: dependendo do tempo, a mãe precisará trabalhar o fluxo e aceitação do bebê;
  • Bombeamento, armazenamento e aquecimento do leite materno: a ingestão do leite materno fortalece o sistema imunológico do bebê. Por isso, é importante ter uma quantidade disponível para eventuais emergências ou retorno da mãe ao trabalho. Existem bombas manuais econômicas e elétricas duplas para extração. Na sequência, armazene em um copo esterilizado, bolsas de leite materno, potes livres de BPA ou de vidro com tampas plásticas. Guarde na geladeira por 12 horas ou no freezer por 15 dias. O descongelamento deve ser feito apenas em banho-maria.

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