Mulheres herdarão cerca de US$ 47 trilhões nos próximos 20 anos, segundo relatório da UBS Group

Você sabia que, nos próximos 20 a 25 anos, haverá uma transferência global de riqueza estimada em mais de US$ 83 trilhões, sendo as mulheres a parcela mais beneficiada? Os dados são do Global Wealth Report 2025 — relatório anual lançado pelo UBS Group que analisa a distribuição de riqueza em mais de 50 mercados, incluindo o Brasil.

Apesar disso, 74% das mulheres entrevistadas não se sentem preparadas para lidar com os ativos. Pensando nisso, o UBS Group, que foi considerado Best Private Bank for Wealthy Women em 2025 segundo o PWM/ The Banker, desenvolveu o programa Women’s Wealth Academy, que inclui masterclasses exclusivas para mulheres.

Como está o mercado no mundo hoje?

De modo geral, o mundo ficou 4,6% mais rico, mas não de maneira uniforme. Após um declínio em 2022, a riqueza global apresentou crescimento novamente em 2024. No entanto, o aumento não foi homogêneo entre os mercados analisados. Enquanto os Estados Unidos lideram o crescimento em riqueza por indivíduo em dólares, graças à moeda nacional estável, regiões como a América Latina apresentaram queda no número de fortunas. Porém, analisando sob a perspectiva das moedas locais, países como Brasil, Portugal, Taiwan e China apresentaram um crescimento de 5% em relação ao ano de 2023.

Quais as previsões para o longo prazo?

Para os próximos 20 a 25 anos, o relatório prevê que haverá uma transferência global de riqueza estimada em mais de US$ 83 trilhões, sendo cerca de US$ 9 trilhões transferidos entre cônjuges, em transferências consideradas horizontais, e US$ 74 trilhões entre gerações, em transferências verticais. As mulheres serão as maiores beneficiadas, já que estima-se que elas herdarão cerca US$ 47 trilhões, mais da metade do valor total previsto.

A previsão é que o maior número aconteça nos Estados Unidos, com cerca de US$ 29 trilhões distribuídos nas próximas décadas, enquanto o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking, com cerca de US$ 9 trilhões. A grande parcela da população brasileira acima dos 75 anos – segundo o IBGE, o país pode ter até 75,3 milhões de idosos em 2070, podendo chegar até 37,8% da população – é um dos pontos-chave para esta previsão.

Comumente, as mulheres recebem duas grandes transferências ao longo da vida: primeiro, podem herdar de seus pais e, em outros casos – devido à maior expectativa de vida feminina –, muitas assumem o controle do patrimônio familiar depois do falecimento de seus cônjuges. Na pesquisa, o UBS Group entrevistou cerca de 2 mil mulheres nos Estados Unidos com pelo menos US$ 1 milhão investidos, divididas em três grupos: aquelas que herdaram dos pais, as que esperam herdar e as viúvas que assumiram o controle financeiro de suas famílias.

O estudo revelou que 80% das mulheres que herdaram ativos dos pais enfrentam dificuldades em administrar as fortunas, seja por desconhecimento da extensão da riqueza ou por encontrarem surpresas financeiras. Independente do volume ou origem da herança, 74% das entrevistadas se mostraram despreparadas para lidar com os bens sem dificuldades. Cerca de um terço delas sequer sabe como acessar a fortuna dos pais, como será dividida e se realmente existe um plano sucessório.

Considerando que, segundo o relatório, mais de um terço da riqueza privada investível já está nas mãos das mulheres, e essa proporção tende a crescer nos próximos 20 anos através dessas grandes transferências de riquezas, conversar com as famílias sobre possíveis heranças, planejar o futuro das fortunas e estudar sobre investimentos é essencial para administrar os bens familiares sem enfrentar grandes problemas.

Com este objetivo, o UBS Group desenvolveu o programa Women’s Wealth Academy, com masterclasses exclusivas para mulheres, sejam empreendedoras, executivas, proprietárias ou herdeiras de patrimônio, dispostas a ampliar ou consolidar seus conhecimentos financeiros através de planos de aprendizagem personalizados, além de uma revista online com as últimas notícias sobre aposentadoria, patrimônio, carreira e família. Também fazem uso de ciência comportamental para fortalecer o trabalho dos client advisors.

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